Marron Glacé: o tesouro açucarado da nobreza em Versalhes
Publicado em 17 de outubro de 2026
O Marron Glacé, castanha confitada de preparo milimétrico que leva dias, virou febre e símbolo de nobreza na corte de Luís XIV na França do século XVII.
O Marron Glacé, castanha portuguesa cozida e cristalizada em calda de açúcar aromatizada com baunilha, tem origens disputadas entre a cidade francesa de Lyon e a região do Piemonte, na Itália, no século XVI. No século XVII, o doce tornou-se o auge da sofisticação e símbolo de poder na corte de Luís XIV em Versalhes, graças à introdução de novas técnicas de refinamento de açúcar. O processo artesanal tradicional levava até uma semana, pois exigia imersões repetidas e graduais em caldas cada vez mais densas para que a castanha ficasse translúcida sem se quebrar.