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História

Doçaria conventual: o doce nascido de hábitos engomados

Publicado em 10 de setembro de 2026

A confeitaria conventual portuguesa nasceu do excesso de gemas que sobravam do processo de engomar roupas religiosas e clarificar vinhos com claras de ovos.

Durante o século XVIII em Portugal, as claras de ovos eram usadas em larga escala nos conventos para engomar os hábitos das freiras e clarificar a produção de vinhos brancos e tintos. Com uma abundância imensa de gemas que seriam descartadas, as freiras passaram a combiná-las com o açúcar refinado recém-chegado das colônias ultramarinas, como o Brasil. Essa dinâmica conventual deu origem a clássicos mundiais da doçaria lusa, como os fios de ovos, o toucinho do céu, as brisas do Lis e os pastéis de nata.

História da doçaria conventual portuguesa e gastronomia histórica europeia

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