A colher de sorvete com ejetor mecânico foi inventada no fim do século XIX por Alfred L. Cralle para impedir que o sorvete congelado grudasse no metal ao ser servido.
Antes da invenção patenteada pelo americano Alfred L. Cralle em 1897, servir sorvete exigia duas colheres ou as mãos para desgrudar a massa gelada do metal. Cralle, um inventor afro-americano que trabalhava em uma drogaria e hotel em Pittsburgh, observou a dificuldade dos atendentes e desenhou um mecanismo de alavanca com lâmina interna giratória. Sua criação permitiu porcionar esferas perfeitas com apenas uma das mãos, sem que o sorvete ficasse preso.
Antes da invenção da máquina de conchagem em 1879, o chocolate era consumido como uma pasta granulada e arenosa em vez da barra aveludada e cremosa que conhecemos hoje.
Criada pelo chocolatier suíço Rodolphe Lindt em 1879, a conchagem consistia originalmente em agitar o chocolate líquido em um tanque que lembrava o formato de uma concha marinha por vários dias seguidos. Esse atrito constante tritura partículas de açúcar e cacau para tamanhos menores que 20 micrômetros — medida abaixo da capacidade de percepção tátil da língua humana —, eliminando a sensação arenosa do cacau rústico. O processo também evapora compostos ácidos voláteis indesejados, transformando o chocolate em uma massa que derrete suavemente ao calor da boca.
O bacalhau salgado e seco foi o combustível das grandes navegações, permitindo viagens de meses em alto-mar sem que o peixe se deteriorasse.
Embora seja associada mundialmente à gastronomia portuguesa, a tradição do bacalhau salgado e seco começou com os povos nórdicos e bascos, que precisavam de proteínas duráveis para cruzar os mares. Os portugueses aprimoraram a técnica no século XV ao utilizar seu próprio salmarinho abundante para curar o Gadus morhua pescado nas águas geladas da Terra Nova. A salga intensa desidrata a carne e concentra os nutrientes, criando uma durabilidade que viabilizou as longas expedições marítimas da época.
O clássico Coronation Chicken foi criado para o banquete de coroação da Rainha Elizabeth II com ingredientes simples adaptados ao racionamento do pós-guerra.
O prato foi inventado em 1953 pela florista Constance Spry e pela chef Rosemary Hume, fundadoras da escola Le Cordon Bleu de Londres. Como o Reino Unido ainda enfrentava o racionamento pós-Segunda Guerra Mundial, a receita combinou frango desfiado com maionese temperada com curry em pó e geleia de damasco. A preparação fria permitiu que a refeição fosse servida com perfeição a centenas de convidados de honra sem sobrecarregar as cozinhas do evento.