Frutas cristalizadas: a arte conventual que eternizou os pomares ibéricos
A técnica de cristalização de frutas inteiras foi aperfeiçoada por freiras portuguesas para conservar excedentes de pomares em caldas densas de açúcar de cana.
Criado nos conventos do Alentejo e do Douro durante os séculos XVI e XVII, esse método utilizava caldas de açúcar clarificadas fervidas até o ponto de fio forte para envolver rodelas ou cascas inteiras de frutas cítricas, abóboras e figos. A saturação com açúcar retirava a umidade interna, impedindo a proliferação microbiana e transformando frutas perecíveis em joias translúcidas de longa durabilidade. Essa técnica conventual estabeleceu as bases da alta doçaria ibérica moderna.
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