Urucum: a semente sagrada indígena que virou o colorau brasileiro
Publicado em 23 de setembro de 2026
Antes de se tornar o colorífico tradicional das cozinhas brasileiras, o urucum era usado exclusivamente por povos indígenas para pintura corporal protetora e rituais sagrados.
Conhecido como o 'pó de ouro' dos povos originários amazônicos, o urucum era tradicionalmente pilado com água ou óleos vegetais para pintura corporal ritual e preservação da pele contra o sol e insetos. Com a colonização, os portugueses e espanhóis logo perceberam sua semelhança visual com o caríssimo açafrão europeu, incorporando as sementes na culinária luso-brasileira para dar a cor avermelhada característica a ensopados, peixes e caldos, dando origem ao colorau caseiro misturado à farinha de mandioca ou de milho.
Historiografia da alimentação indígena no Brasil e botânica histórica colonial