Carne enterrada do Acre: o churrasco ancestral dos seringais
O quibe de arroz e o churrasco de chão enterrado são marcas do 'Pecan', a técnica acreana que mesclou a herança dos povos originários com a culinária dos imigrantes sírio-libaneses nos seringais.
Surgido nos seringais da Amazônia no início do século XX, o prato uniu a técnica indígena de assar carnes em braseiros subterrâneos ao comércio com os seringueiros árabes, que popularizaram o uso de cordeiros e carnes temperadas. A preparação tradicional leva horas: abre-se uma vala no chão, acende-se o fogo com lenha nativa e a carne é enterrada envolta em folhas de bananeira sob terra e brasas. Hoje, é considerado um dos maiores patrimônios gastronômicos e culturais do Acre.
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