Ciência
Cheiro de peixe estragado: a ultra-sensibilidade do olfato humano
Publicado em 21 de setembro de 2026
O olfato humano consegue detectar a trimetilamina, responsável pelo cheiro característico de peixe estragado, em frações minúsculas equivalentes a partes por bilhão no ar.
Em testes controlados com centenas de compostos orgânicos voláteis, a molécula de trimetilamina — que confere o odor penetrante de peixe em decomposição — destacou-se pela baixíssima tolerância humana. O cérebro primitivo associa esse aroma específico ao risco iminente de intoxicação alimentar bacteriana grave. Por isso, mesmo concentrações imperceptíveis a instrumentos laboratoriais comuns conseguem acionar o reflexo de aversão no sistema límbico.
Estudos sensoriais de compostos voláteis e microbiologia de alimentos