Queijo colonial: a cura com banha de porco nas serras do Sul
Publicado em 04 de outubro de 2026
O queijo colonial tradicional do Sul do Brasil era untado com banha de porco e cinzas para suportar longas viagens sem estragar.
Desenvolvido por imigrantes alemães e italianos a partir da década de 1930 nas serras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o queijo colonial era produzido em tachos de cobre com leite cru integral de vacas criadas a pasto. Para garantir que as peças resistissem ao transporte precário até as feiras e armazéns, os colonos criaram o hábito de pincelar a casca com cera, manteiga ou banha de porco misturada a cinzas ou urucum, criando uma barreira protetora contra moscas e desidratação. Hoje, o queijo é reconhecido como patrimônio artesanal e apresenta notas amendoadas e amanteigadas marcantes.
História da imigração no Sul do Brasil e tradição queijeira artesanal