Cultura
Pato no tucupi: a alquimia amazônica que doma a mandioca-brava
Publicado em 02 de outubro de 2026
O tradicional pato no tucupi paraense exige um cozimento lento no caldo fermentado de mandioca para eliminar completamente as toxinas naturais da raiz e amaciar a ave.
O tucupi, sumo extraído da raiz de mandioca-brava ralada, passa por dias de fermentação e horas de fervura contínua para eliminar o ácido cianídrico. Somente após esse processo químico e térmico ele atinge a segurança necessária para cozinhar o pato e as folhas de jambu. A receita é o prato central do Círio de Nazaré em Belém, reunindo influências indígenas ancestrais e celebrações religiosas.
Culinária tradicional do Pará e registros etnográficos da Amazônia