Doçaria conventual: o excesso de gemas que virou patrimônio
Publicado em 11 de setembro de 2026
A confeitaria conventual portuguesa nasceu porque as claras de ovos eram usadas para engomar hábitos de freiras e clarificar vinhos, deixando montanhas de gemas que foram salvas com açúcar.
Nos séculos XVI e XVII, o açúcar era uma especiaria caríssima restrita à nobreza portuguesa. Para aproveitar a abundância de gemas que sobravam do processo de engomar hábitos e clarificar vinhos em conventos, as freiras combinavam açúcar em calda espessa com gemas batidas, gerando doces duráveis e ricos. O hábito conventual de registrar e passar receitas secretas de geração em geração acabou fundando os pilares da doçaria lusa e influenciando profundamente as sobremesas brasileiras.
Historiografia da gastronomia portuguesa e tratados de doçaria tradicional lusa