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Licuri: a castanha sagrada do sertão que reescreveu doces coloniais

Publicado em 09 de setembro de 2026

O licuri, pequena palmeira nativa do semiárido brasileiro, foi a amêndoa ancestral que salvou comunidades sertanejas da seca e substituiu as nozes europeias na doçaria colonial nordestina.

Originária do bioma Caatinga, a castanha de licuri era base alimentar crucial para povos indígenas e sertanejos muito antes da introdução do gado na região. Quando os colonizadores portugueses trouxeram o hábito da doçaria à base de amêndoas e ovos, as cozinheiras do sertão nordestino adaptaram receitas tradicionais substituindo nozes europeias pela amêndoa crocante e levemente adocicada da palmeira nativa. Hoje, o ingrediente é protegido pelo movimento Slow Food como patrimônio alimentar da Caatinga.

História da alimentação no Brasil colonial e projetos de salvaguarda do bioma Caatinga

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