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História

Bastão de guaraná: a prensa nativa ralada na língua de pirarucu

Publicado em 04 de outubro de 2026

Muito antes do refrigerante e dos energéticos modernos, o povo indígena Sateré-Mawé já produzia bastões artesanais de guaraná defumado, ralados tradicionalmente com a língua óssea e áspera do peixe pirarucu.

Os Sateré-Mawé domesticaram a planta na bacia do rio Amazonas e criaram um método engenhoso de conservação: as sementes tostadas são piladas até formar uma pasta densa, moldada em cilindros e defumada por semanas. Para o consumo diário, o bastão duro como pedra é friccionado contra a língua desidratada do pirarucu — que funciona como uma lixa natural perfeita — e dissolvido em cuias de água fresca.

Tradição etnobotânica do povo indígena Sateré-Mawé e registros antropológicos da Amazônia

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