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Farinha d'água: a técnica indígena de fermentação sob os rios

Publicado em 28 de setembro de 2026

A farinha d'água paraense nasceu da necessidade indígena de conservar a mandioca-brava por meses em clima úmido por meio de fermentação natural submersa.

A fermentação prolongada da mandioca-brava em água corrente retira o excesso de amido e amolece a polpa, que depois é ralada, espremida no tipiti e torrada em tachos de cobre. Essa técnica ancestral indígena eliminava glicosídeos cianogênicos tóxicos e gerava um ingrediente de durabilidade altíssima, fundamental para as expedições fluviais na Amazônia.

História da alimentação brasileira e etnografia alimentar

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